Em agosto, o Meta apagou o botão que blindava seu anúncio de um posicionamento ruim
Desde o fim de agosto de 2026, o Meta está tirando dos anunciantes a opção de bloquear de vez um posicionamento ruim dentro do Facebook e do Instagram. No lugar, sobrou um desconto de lance de no máximo 90%, que na prática nem sempre tira seu anúncio dali.
No fim de agosto de 2026, anunciantes do Meta Ads começaram a notar que a opção de excluir posicionamentos específicos, como Audience Network, Reels ou Marketplace, estava sumindo do Gerenciador de Anúncios. A mudança apareceu primeiro como um aviso dentro da própria plataforma, sem nenhum comunicado oficial do Meta. A Social Media Today registrou os primeiros relatos em 20 de agosto, a Marketing Dive confirmou o caso em 27 de agosto, e em 2 de setembro o blog de anúncios da SmartNews já tratava o fim das exclusões por conjunto de anúncios como algo praticamente definitivo.
O que sumiu, na prática
Antes, bastava desmarcar uma caixinha pra tirar o anúncio de um posicionamento que não fazia sentido pra sua marca, ou até bloquear uma plataforma inteira dentro da campanha. Agora, o que sobrou são as chamadas regras de valor: dá pra reduzir o lance de um posicionamento específico em até 90%, ou aumentar em até 1.000% pra priorizar outro, mas não dá mais pra desligar esse posicionamento de vez. Um lance 90% menor ainda é um lance, e se o leilão daquele espaço estiver barato o suficiente, seu anúncio aparece ali do mesmo jeito. A justificativa do próprio Meta, segundo documentação da empresa, é que conjuntos de anúncios com posicionamento automático (Advantage+) entregam, em média, um custo por ação 11,7% menor do que os que usam posicionamento manual. É por isso que a empresa também está tirando a opção de excluir plataformas inteiras: quanto mais espaço o algoritmo tem pra escolher, menor tende a ser o custo médio.
O que isso muda pra quem tem uma empresa pequena
Se você mesmo administra sua conta de anúncio, sem agência nem gestor de tráfego, essa caixinha de exclusão provavelmente era sua única ferramenta de segurança de marca. Era ela que garantia que o anúncio da sua clínica, do seu escritório ou da sua loja não aparecesse dentro do Audience Network, onde o anúncio roda em sites e apps parceiros de qualidade bem variável. O único bloqueio de verdade que ainda resta fica nas Configurações de Anúncios, no nível da conta inteira, não da campanha específica. Na prática, você perde a flexibilidade de decidir isso campanha por campanha e passa a depender de um controle mais grosso, que vale pra tudo que você anuncia.
O ponto que ninguém está contando
Custo por ação menor, em média, não é a mesma coisa que posicionamento seguro pra sua marca. Uma rede grande de varejo absorve tranquilamente um anúncio que caiu num lugar estranho, porque o volume dilui qualquer estrago. Um negócio pequeno, que vive de reputação num bairro ou numa categoria específica, sente o efeito inverso: um posicionamento ruim pesa mais na cabeça de quem viu do que qualquer economia de centavos no custo por clique. E como o Meta não anunciou essa mudança oficialmente, quem toca a própria conta sem acompanhar fórum de anunciante só vai descobrir isso quando o anúncio já tiver aparecido onde não devia. Vale entrar agora em Configurações de Anúncios e conferir se os Controles de Posicionamento da conta ainda refletem o que você quer, porque esse pode ser o último botão que sobrou.
Fontes
- Social Media Today: primeiros relatos do fim das exclusões de posicionamento no Meta Ads (20/08/2026)
- Marketing Dive: confirmação do fim da opção de excluir posicionamentos e plataformas inteiras no Meta Ads (27/08/2026)
- PPC Land: detalhamento das regras de valor (limite de -90% a +1.000% no lance) e do dado oficial da Meta sobre CPA 11,7% menor com Advantage+ (25/08/2026)
- SmartNews Ads (blog oficial de anúncios): trata o fim das exclusões de posicionamento por conjunto de anúncios como praticamente definitivo (02/09/2026)
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